Hotel Chiado (Out. 2009)
2009/11/01
2009/10/15
2009/10/14
Caso prático:
Tópicos para uma campanha eleitoral informada (i.e., que contribua para o exercício esclarecido do direito de voto pelos eleitores):
a) O Presidente da República não esclarece se considera que o Governo emergente de partido que se apresenta a eleições, pode ter a Presidência da República sob escuta;
b) A Entidade Reguladora para a Comunicação Social não esclarece se o Governo ou algum privado zeloso dos seus interesses cometeu algum acto de ingerência indevida na linha editorial de um jornal;
c) O Ministério Público, após cinco anos e (2) eleições legislativas em que um dos implicados em suspeitas de corrupção é candidato a Primeiro Ministro, decide-se - finalmente - pela aceleração do processo. (não encontro o link para a notícia que li hoje)
a) O Presidente da República não esclarece se considera que o Governo emergente de partido que se apresenta a eleições, pode ter a Presidência da República sob escuta;
b) A Entidade Reguladora para a Comunicação Social não esclarece se o Governo ou algum privado zeloso dos seus interesses cometeu algum acto de ingerência indevida na linha editorial de um jornal;
c) O Ministério Público, após cinco anos e (2) eleições legislativas em que um dos implicados em suspeitas de corrupção é candidato a Primeiro Ministro, decide-se - finalmente - pela aceleração do processo. (não encontro o link para a notícia que li hoje)
2009/10/02
2009/09/29
A crónica do corno manso
Negar isto «A leitura pessoal que fiz destas declarações foi a seguinte (...) . Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações: Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias. Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.» é estúpido. É óbvio e intuitivo. E triste, também. Mas este é um país de políticos tristes (à esquerda e à direita) e cidadãos amorfos. E, portanto, triste que é, não é nada de novo e reflecte a praxis política nacional.
Aflitiva, pela ostentação, é a menoridade intelectual dos tipos dos fretes, que, sem espírito que possa ser toldado, gesticulam muito, falam alto e duplicam os já profícuos intervalos de afirmação de supremacia moral.
2009/09/24
A dois tempos
2009/09/04
Vómito
Pela primeira vez desde sempre corri para casa para assistir ao jornal da noite da TVI.
Qual não é o meu espanto (sem gozo, que a idade ainda me permite rasgos ocasionais de naïveté) quando me apercebo que, de todas as estações de televisão, a TVI, que parece passou a ter um problema com a sua linha editorial, é aquela que menos relevância noticiosa atribui à demissão em bloco da sua direcção de informação e chefia da redacção.
Eu, que por uma questão de cidadania, sempre me recusei a dar audiência aos jornais da TVI - e isso incluia (também mas não só) o Jornal Nacional da Sra. Moura Guedes - vejo-me na condição insólita de me continuar a recusar a assistir aos blocos noticiosos daquela estação por constatar que, afinal, continua a representar tudo o que de mais podre há na indústria da comunicação. Numa citação muito livre: às vezes é preciso que tudo mude para que afinal permaneça tudo na mesma.
Numa sociedade verdadeiramente livre, o direito à estupidez é, também ele, sobretudo num tempo em que a cupidez parece entranhada no próprio âmago de tão boa gente, um direito fundamental.
Lastimo, terrivelmente, a pivot (porventura a crise a isso obrigue) que se prestou a preencher o tempo de antena.
PUTA QUE OS PARIU!
Logo pela manhã, a caminho do trabalho, cruzo-me na Praça de Espanha com bombeiros a vender rifas, na esperança de conseguirem fazer o trabalho deles (por nós) um bocadinho melhor. Reduzir um cidadão que faz mais serviço público que todos os politiqueiros deste país juntos à condição de "quase-pedinte" é indigno - e não é a dignidade deles que sai beliscada.
Agora passo os olhos pela imprensa online e leio isto: «O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou hoje que no dia a seguir à inauguração do novo hospital de Seia foram “retiradas algumas camas” da unidade de cuidados continuados, situação que está a causar a “indignação” dos profissionais de saúde. »
Eu sei que não é bonito. Que uma Senhora não diz estas coisas. Mas este post só podia ter um título.
Agora passo os olhos pela imprensa online e leio isto: «O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou hoje que no dia a seguir à inauguração do novo hospital de Seia foram “retiradas algumas camas” da unidade de cuidados continuados, situação que está a causar a “indignação” dos profissionais de saúde. »
Eu sei que não é bonito. Que uma Senhora não diz estas coisas. Mas este post só podia ter um título.
2009/08/18
Alguém por aí saberá com exactidão, já que eu tenho andado um bocado distraída, quando é que o Diário de Notícias se transformou n'O Crime?
Obrigada.
2009/08/11
I said: are you talking to me?
É bom saber que em Janeiro volto a ser jovem; ainda que para, passados oito meses, voltar a deixar de o ser.
O melhor é mesmo ir treinando a minha pose de senhorinha.
O melhor é mesmo ir treinando a minha pose de senhorinha.
2009/08/10
2009/08/05
2009/07/30
2009/07/24
2009/07/16
Quem nasce para peixe...
Compreendo, perfeitamente, as razões dos que exasperam à espera de justiça. Por todas as razões, até pelo possidonismo. Dificilmente encontrarão, meus amigos, classe profissional mais ressabiada, mais mal resolvida, que a dos oficiais de justiça. Hoje tive a triste experiência de, sob anonimato (so to speack, i.e., sem desvelar a cédula profissional), ter de confrontar um funcionário incompetente com o absurdo do que me dizia. Fi-lo de modo educado, cortês e na volta consegui uma reprimenda. Isso mesmo. Que raio de coisa é esta de andarem cidadãos informados a pedir satisfações sobre assuntos que lhes dizem respeito nas secretarias dos tribunais? Mas isto já chegou a país de primeiro mundo?
Se tiverem quem vos proporcione essa experiência, vão a um tribunal com um advogado que não se identifique como tal. Ele que se faça de parvo e peça informações ao primeiro oficial de justiça que encontre. Quando o sujeito estiver no auge da sua prelecção (que - shhhh! - quando não há juiz, advogado, solicitador, agente de execução, notário, conservador por perto, eles é que sabem de direito!), o vosso amigo que puxe da cédula. Depois, refastelem-se com o espéctaculo da vertigem da queda de joelhos. Não há acrobacia aeronáutica que supere esta experiência!
Pior que um possidónio, só mesmo um possidónio subserviente.
2009/07/15
2009/07/03
D. Manuela
«Puxei os estores para cima e o meu marido, estremunhado, a perguntar-me o que se estava a passar. - É a Lua, disse-lhe eu. Está mesmo aqui.
Juro-lhe, Dra., que parecia que me queria levar. Que se estendesse o braço assim... mas não estendi, que eu não sou nada aventureira. Mas compreendi porque é que nos filmes os namorados ficam quietinhos a olhar para ela a apaixorarem-se um pelo outro.»
Juro-lhe, Dra., que parecia que me queria levar. Que se estendesse o braço assim... mas não estendi, que eu não sou nada aventureira. Mas compreendi porque é que nos filmes os namorados ficam quietinhos a olhar para ela a apaixorarem-se um pelo outro.»
2009/06/30
2009/06/26
2009/06/25
Emancipação feminina no Séc. XXI - um caminho cada vez mais curto a percorrer.
2009/06/19
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